Sexta-feira marcada por protestos contra a PEC-55 e a retirada de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários

.

11/11/2016

Em porto Alegre, o Dia Nacional de Greves e Mobilizações encerra com um grande ato na Esquina Democrática, às 18h

Milhares de manifestantes do Brasil realizaram desde a madrugada desta sexta-feira protestos do Dia Nacional de Mobilização contra a PEC 55, que congela investimentos em saúde, educação e assistência social por 20 anos e que já está em tramitação no Senado. As manifestações também são contra a retirada de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários propostos pelo governo golpista de Michel Temer, que agora paga para a classe patronal o apoio ao processo que afastou Dilma e deu para ele, de mão beijada, sem votos, a presidência da República.

Aqui na Região Metropolitana de Porto Alegre, os sindicatos metalúrgicos fizeram atos em frente à importantes empresas da categoria, como a KLL (Alvorada), Parker (Cachoeirinha), Oderich (Eldorado do Sul), Agco, GE e Midea Carrier (Canoas), Gerdau (Sapucaia do Sul), entre outras, para alertar e conscientizar a classe trabalhadora sobre os retrocessos impostos pelos poderes Executivo (governo), Legislativo (Congresso Nacional) e Judiciário (STF), entre os quais a reforma da Previdência, o desmonte da CLT, a terceirização sem limites, a PEC 55, as privatizações, a entrega do pré-sal e a reforma o Ensino Médio, entre outros.


Oderich, em Eldorado 


Empresa KLL, em Alvorada

A grande mídia, como sempre, pouco falou sobre os objetivos desta mobilização nacional. Preferiu dar destaque à ação da polícia na repressão aos militantes que bloqueavam estradas e garagens de ônibus, aos transtornos que as mobilizações geraram no início da manhã e aos prejuízos causados à população e às empresas.

A CUT/RS – uma das entidades promotoras das manifestações – protestou contra a ação da polícia, que violentamente, reprimiu as manifestações ordeiras e pacíficas. Para a central, falta segurança pública no Rio Grande do Sul para a população, mas não para atender empresas de ônibus de Porto Alegre e reprimir manifestações. Tropas de choque da Brigada Militar jogaram bombas de gás e usaram spray de pimenta em frente às garagens para liberar a circulação dos veículos. “Enquanto quase não se vê brigadianos nas ruas e nos bairros para prevenir assaltos e proteger a população, vimos hoje dezenas de policiais nas garagens de ônibus, atirando bombas de gás para dispersar trabalhadores e impedir que os rodoviários também pudessem se manifestar contra os retrocessos para evitar a perda de direitos. “Os policiais, que estão sofrendo com o novo parcelamento de salários, deveriam estar do lado dos demais servidores públicos e da classe trabalhadora, ao invés de proteger os interesses do governo Sartori e Temer e dos empresários”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Em porto Alegre, o Dia Nacional de Greves e Mobilizações encerra com um grande ato na Esquina Democrática, às 18h, seguido de uma caminhada pelas ruas do centro da capital gaúcha.

Compartilhar

Veja também

Campanha “nem que a vaca tussa” defende direitos trabalhistas

Presidenta Dilma veta mudanças na divisão da renda do petróleo

Pela Amazônia, atos acontecem nesta sexta e fim de semana no Brasil e no Mundo