Ministro do Trabalho e da Previdência Social apresenta balanço do PPE

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01/12/2015

Estado ocupa o terceiro lugar no ranking de adesão ao programa

Na manhã desta terça-feira, 1º, o Ministro do Trabalho e da Previdência Social (MTPS) Miguel Rossetto, esteve em Porto Alegre apresentando o último balanço do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). O evento, realizado na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), contou com a presença de representantes do empresariado, de centrais sindicais e sindicatos.

O evento, que teve abertura com a fala do presidente da Fiergs, Heitor José Müller, teve início às 9h. Dispensando longas apresentações, o ministro Miguel Rossetto saudou o público e apresentou o balanço do PPE, programa que surgiu como uma medida provisória em julho deste ano e foi sancionado em novembro pela presidenta Dilma Rousseff.

No balanço feito, cerca de R$ 96 milhões já foram investidos no programa, que até o momento atingiu 32,6 mil trabalhadores no país. Ao todo, 80 empresas solicitaram adesão, sendo que 37 já contam com o pedido atendido.

O Rio Grande do Sul é o terceiro estado com maior adesão ao PPE, com cinco empresas cadastradas. Minas Gerais ocupa a segunda colocação e São Paulo a primeira, devido ao grande número de trabalhadores nos setores de máquinas e automobilístico.

Para Rossetto, o PPE é um programa ágil, simples e potente, que já está plenamente instituído e funcionando como mais um instrumento para preservar empregos. Com um processo de adesão muito simplificado, através do site do ministério do trabalho, o programa é voltado a todos os setores da economia, sendo a indústria o setor líder na adesão até o momento.

Em sua fala, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) Claudir Nespolo, afirmou que é necessário buscar alternativas para manter os empregos em que a demissão não seja sempre o primeiro passo. Para Nespolo, o PPE, que tem garantia de emprego, se diferencia dos demais programas existentes. “Este programa é o instrumento daqueles que acreditam que a crise existe mas que querem vencer o momento com produção e emprego”, completou o presidente da central.

Rosseto finalizou o balanço afirmando que o Estado perdeu em 2015 cerca de 58 mil postos de trabalho mas, ainda assim, trabalha com uma taxa de desemprego menor que a média nacional. O ministro projeta para 2016 um ano de retomada de emprego e da economia nacional.

Fotos e textos: Rita Garrido, da assessoria de comunicação social do STIMMMEC

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