Mais retrocesso a vista: governador Sartori admite que poderá vender estatais

Na lista das estatais que podem ser vendidas está o Banrisul, Ceee, Corsan, Cesa, Corag, Procergs, TVE, EGR, entre outras

03/07/2015

Como se não bastasse a informação de que o governo do Estado não vai nomear ninguém em 2015 para a segurança pública, deixando os aprovados nos concursos da Brigada Militar e da Polícia Civil na espera e preocupando ainda mais a população com a sensação de insegurança causada inclusive pela aposentadoria de policiais e o corte das horas extras promovido pelo governo, o governador Ivo Sartori admitiu em entrevista para jornalista da Zero Hora que o governo poderá vender estatais, “para equilibrar as contas do Estado”.

Desde que assumiu, o governador se empenha no discurso de crise, de terra arrasada para justificar a venda de estatais, corte de investimentos em segurança, saúde e educação, caminho para adotar novamente o desmonte promovido pelos governos do PMDB e PSDB e que tanto agrada os neoliberais.

Segundo Sartori, em 2016, haverá consultas à população possivelmente já nas eleições municipais, por meio de plebiscitos. Neste ano, ele prefere não tocar nessa área, porque, como o mercado está recessivo, nenhuma venda deveria alcançar bom preço.

“O desmonte do patrimônio público começa com redução dos quadros das estatais como é o caso do Banrisul. Uma estatal sem servidores passa a ter uma imagem ruim perante a sociedade. Vender o patrimônio público é ruim porque afeta diretamente a vida dos trabalhadores. Menos gente nas estatais precariza o atendimento aos clientes e prejudica a imagem da instituição perante a sociedade”, diz a diretora de Comunicação do SindBancários, Ana Guimaraens. O sindicato já está se mobilizando para repudiar o desmonte do Estado e intensificar a luta contra a vendas de importantes e estratégicas estatais, como é o caso do Banrisul. Além do banco, cogita-se a venda da Ceee, Corsan, Cesa, Corag, Procergs, TVE, EGR, entre outras.

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