Desemprego sobe no Brasil, mas taxa continua abaixo de países desenvolvidos ou em desenvolvimento

Segundo o IBGE, desemprego sobe em março a 6,2% em seis regiões metropolitanas. Brasil está bem abaixo das taxas de países da Europa, como França, Itália, Portugal, Espanha e Grécia

25/04/2015

A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 6,2% em março, ante 5,9% em fevereiro, segundo dados sem ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego de 6,2% é a maior desde maio de 2011, quando ficou em 6,4%. O resultado ainda é igual ao verificado em março de 2012 (6,2%) e junho de 2011 (6,2%). Apenas para meses de março, a taxa a mais elevada também desde 2011, quando ficou em 6,5%.

O resultado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos, que esperavam taxa entre 5,80% e 6,50%, e acima da mediana projetada, de 6,10%.

O rendimento médio real do trabalhador, já descontados os efeitos da inflação, foi de R$ 2.134,60 em março. O resultado significa queda de 2,8% em relação a fevereiro e recuo de 3,0% ante igual mês de 2014. A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 49,3 bilhões em março, queda de 3,0% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2014, o montante diminuiu 3,8%.
Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 50,1 bilhões em fevereiro deste ano, queda de 2,6% contra o mês de janeiro. Em relação a fevereiro de 2014, houve redução de 3,1% na massa de renda efetiva.

Taxas de desemprego pelo mundo

Embora a taxa de desemprego tenha subido nos últimos meses, o Brasil ainda apresenta indicadores satisfatórios, se comparados com outros países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Entre eles estão a Alemanha (6,4%), o Canadá (6,8%), a Argentina (6,9%), o Peru (7%), a França (10,6%), a Itália (12,7%), Portugal (13,5%), Espanha (23,8%) e a Grécia (26,1%).

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