Defesa da pauta da classe trabalhadora: centrais ocupam ruas de São Paulo na quarta, 9 de abril

Pauta tem reivindicações que serão apresentadas à presidenta Dilma Rousseff, ao Congresso e ao Tribunal Superior do Trabalho

07/04/2014

A CUT e as demais centrais sindicais estiveram reunidas nesta segunda-feira (7), em São Paulo, para traçar os últimos detalhes da 8ª Marcha da Classe Trabalhadora: por mais direito e qualidade de vida, que acontece na quarta-feira (9) na capital paulista (leia mais abaixo). A concentração será às 10 horas na praça da Sé e a Marcha seguirá até o vão livreo do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na avenida Paulista.

Para os dirigentes, a unidade do movimento sindical é fundamental para fazer avançar a pauta da classe trabalhadora, que tem como principais pontos o fim do fator previdenciário, a redução dos juros e do superávit primário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o combate ao PL 4.330 – que amplia a terceirização – e a igualdade de oportunidades para homens e mulheres.

As centrais também divulgaram documento que será entregue à presidenta Dilma Rousseff, aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior do Trabalho e retoma a “Agenda da Classe Trabalhadora para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”, aprovado em 2010, durante ato no estádio do Pacaembu.

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, destacou que os trabalhadores defenderão também a manutenção da política de crescimento com distribuição de renda adotada na última década e conquistas como a valorização permanente do salário mínimo, resultado da luta conjunta do movimento sindical.

“A Europa está vivendo os problemas atuais porque adotou medidas extremamente conservadoras em sua economia, contra os trabalhadores, e agora colhe resultados ruins. Nosso país só cresceu nos últimos anos porque resolveu enfrentar a pobreza e promover a inclusão social. Esse é o caminho do crescimento e não a política de aumento de juros”, disse.

A marcha ocorrerá em São Paulo, afirmou o dirigente, pelo peso econômico do estado e terá dois eixos como base: um trabalhista, para a ampliação e contra o retrocesso de direitos, e o outro sobre questões estruturais que impactam a população como transporte, saúde e educação de qualidade.

Para Nobre, é preciso pressionar os governos em todas as instâncias – citou como exemplo a negociação com os servidores públicos, que não tem ocorrido em nenhum dos governos, seja federal, estaduais e municipais – e também os empresários que, apesar de beneficiados por políticas de desoneração fiscal, mantém alta rotatividade de mão de obra no país.

A pauta completa da Marcha é esta:

– Manutenção da política de valorização do salário mínimo;
– Redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário
– Fim do fator previdenciário
– 10% do PIB para a educação
– 10% do Orçamento da União à saúde
– Reforma agrária e agrícola
– Regulamentação da Convenção 151 da OIT (negociação coletiva no setor público)
– Combate à demissão imotivada, com aprovação da Convenção 158 da OIT
– Igualdade de oportunidades e de salários entre homens e mulheres
– Valorização das aposentadorias
– Redução dos juros e do superávit primário
– Correção e progressividade da tabela do Imposto de Renda
– Não ao Projeto de Lei 4.330, da terceirização
– Transporte público de qualidade
– Fim dos leilões do petróleo

Fonte: Luiz Carvalho – CUT Nacional

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