O objetivo foi alcançado: fazer um relato da Campanha Salarial e tratar de assuntos específicos da fábrica
10/06/2013

O objetivo foi alcançado: fazer um relato da Campanha Salarial e tratar de assuntos específicos da fábrica
O Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre promoveu a partir do fim da madrugada de hoje uma assembleia geral no portão da fábrica Elster, de Cachoeirinha, para relatar informações sobre a Campanha Salarial e para tratar de problemas específicos que estão preocupando e insatisfazendo os trabalhadores e trabalhadoras daquela empresa.
A mobilização iniciou às 5h30min da madrugada e foi encerrada às 7h da manhã, atrasando a pegada do pessoal da produção. A intenção era manter a paralisação até a chegada dos funcionários das áreas administrativas, mas uma inesperada chuva impediu a continuidade da mobilização.
Durante a assembleia, os dirigentes sindicais José Messa, Arisoli Farias, Marcos Muller, Alceu Siqueira, Al-fredo Gonçalves e o presidente Lírio Segalla se revezaram nas abordagens. Num primeiro momento falaram sobre os problemas internos denunciados e enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras, entre os quais:
– a participação nos lucros e resultados com metas impossíveis de serem atingidas. A empresa usa este direito como uma ferramenta de gestão, obrigando os trabalhadores e trabalhadoras a produzir ainda mais. Quando estes acham que vão receber alguma coisa pelo esforço e dedicação, a empresa nega o bônus;
– a pressão para que trabalhadores e trabalhadoras testemunhem contra colegas na Justiça do Trabalho, defendendo os interesses da empresa. Isso é um assédio moral que constrange e joga uns companheiros contra os outros;
– a pressão dos gestores para que os funcionários da produção aumentem ainda mais a produtividade, sem que a empresa demonstre qualquer intenção de aumentar o quadro funcional. Neste caso, o aumento de ritmo e de volume de produção pode gerar acidentes e doenças do trabalho;
– a empresa se nega a emitir a CAT para quem se acidenta ou adoece no trabalho. Ela quer impedir que os trabalha-dores registrem os casos, omitindo dados importantes e impossibilitando que os segurados tenham todos os direitos previdenciários assegurados;
– a empresa quer manter os armários do vestiário quase que permanentemente trancados. A empresa só permite a abertura deles em cima da hora, fato que incomoda os funcionários.
Num segundo momento, o presidente Lirio Segalla falou da campanha salarial. Segundo ele, depois de várias reuniões de negociação, pouco se avançou. Quanto às cláusulas econômicas (salariais), o sindicato patronal não quer elevar o piso e quer conceder aos salários apenas 7,5%, índice que mal repõe as perdas inflacionárias (7,16%). Quando às cláusulas sociais (que tratam dos benefícios e avanços nos direitos trabalhistas), o sindicato patronal dise não a praticamente todas as reivindicações. Lirio lembrou que, neste caso, a categoria será chamada a participar de mobilizações cada vez mais fortes, pois “o sindicato, sozinho, não conquista nada”. Será preciso, portanto, contar com a força, a uniao e mobilização de toda a categoria, inclusive dos trabalhadores e trabalhadoras da Elster.
No fim da assembleia ficou definido que o sindicato iria procurar durante o dia a direção da empresa para encaminhar as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da Elster. O coordenador da Região de Cachoeirinha e vice-presidente do sindicato, Marcos Muller, falou com a coordenadora do departamento de Recursos Huma-nos da Elster, que aceitou receber uma pauta contendo as reivindicações e fazer uma reunião com os gestores para avaliá-las.