1° de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, celebrado no meio do povo

Celebração foi realizada entre a Vila Farrapos e o Bairro Humaitá

03/05/2013

Celebração foi realizada entre a Vila Farrapos e o Bairro Humaitá

Enquanto outras organizações sindicais preferiram celebrar o 1° de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, com megaeventos ou em locais públicos onde circulam pessoas de médio e alto poder aquisitivo, a CUT-RS resolveu celebrar a data na periferia, junto do povo. Mais precisamente entre a Vila Farrapos e o bairro Humaitá, próximo às áreas de grande densidade populacional e à Vila Liberdade, onde, em 27 de janeiro passado, 130 moradias foram consumidas pelo fogo, deixando centenas de flagelados.

Segundo os organizadores do 1° de Maio da CUT, durante o dia, cerca de 10 mil pessoas passaram pelo local para conversar com os dirigentes da CUT e para participar das inúmeras atividades políticas e culturais previstas na programação.

Entre elas, shows de bandas locais, apresentação de grupos de teatro e da Academia do Samba da Cohab de Guaíba, debate de temas importantes nas tendas montadas no local, como educação, direitos e cidadania, saúde e bem viver, preservação ambiental e lazer, direitos da mulher, trabalhistas e previdenciários, oficinas de alimentação, ginástica laboral, exames rápidos, prevenção às doenças, reciclagem e conserto de bicicletas. Também houve concurso de redação, jogos, gincanas, roda de capoeira e torneios esportivos.

Durante a tarde, as atividades culturais foram intercaladas com atos políticos promovidos por dirigentes sindicais e líderes comunitários. Para o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, “a CUT sempre se reúne no dia do trabalhador e da trabalhadora para reafirmar as nossas lutas históricas, como a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário, e para divulgar as peleias que temos pela frente. Mas, sem dúvida, hoje é um 1º de maio histórico. Marcamos o início de um novo tempo e chegamos na comunidade para ficar”, disse.

Os 70 anos da CLT

Durante o ato de 1° de Maio da CUT, foi lembrado o aniversário de 70 anos da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Criada por Getúlio Vargas em 1943 por meio do Decreto-Lei nº 5.452, a CLT unificou toda a legislação trabalhista existente no Brasil, regulamentando as relações individuais e coletivas do trabalho. Por meio da CLT, foram consolidados direitos como a jornada de trabalho de 44 horas semanais, o pagamento de férias e horas-extras com acréscimo de 50% do valor da hora normal, o aviso prévio e o seguro-desemprego, entre outros.

“A CLT, para os trabalhadores brasileiros, é o instrumento legal mais importante da história porque legaliza o mundo do trabalho e permite que os trabalhadores, mesmo aqueles que não têm sindicato, tenham direitos básicos consagrados”, afirmou recentemente o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos maiores defensores da CLT. “Não passarão!”, ressaltou ele depois de dizer que, no Congresso Nacional, na grande mídia e no meio empresarial, existem lideranças que defendem a flexibilização e até o fim da CLT. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, lembrou que, com a CLT, o Brasil está à frente de muitos países ricos como o Japão e os Estados Unidos no que se refere a garantias para a classe trabalhadora. “Nós, aqui no Brasil, temos a CLT, que é um instrumento importante para garantir minimamente uma regulação”, disse.

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