Dirigentes do STIMEPA participam de ato em defesa da democracia

No dia 8 de janeiro, milhares de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas em todo o país para marcar os três anos da tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2023, quando grupos inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022 atacaram as instituições democráticas, em Brasília.

Os atos tiveram como eixo central a defesa da democracia, da soberania nacional e a rejeição a qualquer tentativa de anistia aos golpistas, incluindo o chamado PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos crimes do 8 de janeiro. O projeto foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e os manifestantes defenderam a manutenção do veto.

Ato em Porto Alegre

Na capital gaúcha, a manifestação ocorreu na Esquina Democrática, reunindo a população, lideranças sindicais, movimentos sociais e dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (STIMEPA), que estiveram presentes reafirmando o compromisso histórico da categoria com a democracia e o Estado de Direito.

Durante o ato, palavras de ordem como “Sem anistia”, “Sem dosimetria” e “Não vamos negociar nossa soberania” marcaram a mobilização. Os participantes destacaram a importância da memória, da responsabilização dos envolvidos e da vigilância permanente contra novas tentativas de ruptura democrática.

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, afirmou que o 8 de janeiro não pode ser tratado como um episódio isolado ou superado. Segundo ele, é fundamental que os responsáveis sejam julgados dentro do devido processo legal, garantindo que crimes contra a democracia não sejam esquecidos nem perdoados.

“Um Estado democrático de direito tem o dever de responsabilizar quem atenta contra ele. Não podemos repetir o apagamento histórico que ocorreu após a ditadura. Sem anistia aos golpistas”, destacou Cenci.

Mobilizações em todo o país

Atos também ocorreram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Aracaju e Belém, reunindo centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes, parlamentares e entidades comprometidas com a defesa da democracia brasileira e da soberania da América Latina. As manifestações reforçaram que a democracia exige participação popular, memória histórica e um Congresso comprometido com os interesses do povo trabalhador, e não com retrocessos autoritários.

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