100 anos de lutas por autonomia, igualdade e direitos. Ainda há muito para lutar!

Em artigo, a secretária da Mulher Metalúrgica da CNM/CUT, Maria Ferreira Lopes, fala sobre as recente

Mulheres no Front: 100 anos de lutas por autonomia, igualdade e direitos

Em artigo, a secretária da Mulher Metalúrgica da CNM/CUT, Maria Ferreira Lopes, fala sobre as recentes conquistas das mulheres no Brasil e lembra que 2010 seria um ano histórico, já que a ministra Dilma Rousseff se tornou protagonista nos espaços de discussão e decisão política do país.

“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”
Simone de Beauvoir

Foi em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, que surgiu o Dia Internacional das Mulheres.
A escolha do dia 8 de março é cercada de vários significados. Registros históricos indicam que seria uma homenagem à iniciativa de operárias russas que, nessa data, realizaram uma greve contra a fome, a guerra e o czarismo.
Por décadas também se contou que a referência era a morte, em 1857, de cerca de 100 tecelãs norte-americanas, vítimas de um incêndio criminoso durante greve por redução da jornada de trabalho.

Um século se passou e, hoje, em todo o mundo, o 8 de março é uma data de celebração e reafirmação da luta das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade — e ainda de reivindicação por direitos básicos.

Recentemente, tivemos conquistas importantes, como a ampliação da licença-maternidade para seis meses e o combate à violência doméstica por meio da criação da Lei Maria da Penha.
Mas ainda há disparidades, especialmente salariais: mesmo que o Brasil tenha ratificado a Convenção 100 da OIT, que trata de remuneração igual para trabalho de igual valor, isso ainda não se materializou no dia a dia das relações de trabalho.

No ramo metalúrgico, predominantemente masculino, apenas 16% dos trabalhadores são mulheres.
Segundo o Dieese, as mulheres ainda recebem menos que os homens, mesmo trabalhando nas mesmas áreas:

  • Mulheres em ocupações técnicas recebem 24% menos.
  • Mulheres em áreas administrativas recebem 32% menos.
  • Mulheres na produção ganham 36% menos.

Em 2010, realizamos uma das eleições mais importantes da nossa história, reafirmando o projeto de nação iniciado pelo governo Lula: um Brasil com soberania política, desenvolvimento, emprego e distribuição de renda.
Este também foi considerado o ano das mulheres no Brasil, com a ministra Dilma Rousseff tendo reais condições de representar a continuidade das ações desse governo e a participação das mulheres em espaços políticos de decisão.

Hoje celebramos 100 anos de lutas por autonomia, igualdade e direitos. E ainda há por que lutar!


Filmes para refletir sobre a luta das mulheres

Maria Ferreira também indica filmes que mostram um pouco da luta das mulheres ao redor do mundo:

  • As Pontes de Madison
  • Pão e Rosas
  • Teta Assustada
  • A Excêntrica Família de Antonia
  • Lula, o Filho do Brasil
  • Colcha de Retalhos
  • A Guerra do Fogo
  • Lanternas Vermelhas

Em Porto Alegre: Mostra celebra a força das mulheres

Para marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o CineBancários realiza, entre os dias 2 e 11 de março, a mostra “Mulheres no Front”.
A programação, toda com entrada franca, exibe sete títulos que retratam a força feminina e sua capacidade de luta, muitos com histórias e personagens reais.

As sessões acontecem às 15h, 17h e 19h.

Alguns dos filmes da mostra:

  • Norma Rae (1979): sindicalista luta contra condições de trabalho intoleráveis.
  • Silkwood — O Retrato de uma Coragem (1983): funcionária denuncia contaminação em fábrica nuclear.
  • Mulheres no Front (1965): prostitutas levadas para servir soldados italianos na Segunda Guerra.
  • Libertárias (1996): guerrilheiras na Guerra Civil Espanhola.
  • Lemon Tree (2008): viúva palestina enfrenta governo israelense para salvar sua plantação.
  • Que Bom Te Ver Viva (1989): mulheres brasileiras na resistência à ditadura militar.
  • Provoked — Desejo de Liberdade (2006): mulher indiana luta contra violência doméstica e injustiça.

Fonte: Maria Ferreira Lopes – secretária da Mulher Metalúrgica na CNM/CUT / SindBancários / Agência Brasil.

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